quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Calçados e culinária...

E nessa de cozinhar descalça e com apenas uma frigideira, dessas bem mixurucas, decidi mudar...Quero o que todo mundo quer! Quer saber, vamos lá nas Lojas Americanas, onde existem não somente havainas, como também jogo de panelas. Mas essas coisas, não sei porque não deram muito certo pra mim.

Legal, havaianas são a sensação do verão, mas e no inverno dos infernos? Assim q calcei-as pisei numa poça e me ferrei toda, acho que culpo as malditas pela minha gripe. Mas não desisti! Se as havainas fracassaram as panelas haveriam de servir.

Eram várias! Um kit coisa-mais-linda-sonho-de-chefs-e-de-vós-jeitosas ao redor do mundo. E então reparei: opa! meu simples fogãozinho tem só quatro bocas e toda quela pompa, não combinou com a humilde cozinha. O que aconteceu com o sonho de uma simples tampa? Mas ainda sim, tentei, vai que dá certo? Descobri que não pude usar todas as panelas, queimei algumas coisas - eram tantas e que eu nem queria! - e queimei inclusive partes de meu corpo....

Descobri então, numa epifania alimentícia-pedicular que buscava algo que não existia. Descobri que quis além do que eu realmente queria. E nessa de querer cozinhar mesmo assim, descobri receitas maravilhosas com a frigideira. Quanto aos pés: meia neles! "Disseram que no inverno esfriam e esquentam no verão", como deve ser e sem sapatos de couro de cascavel... Não quero nem mais nem menos do que elas me oferecem. E então descobri que essa história de sempre se achar chinelos velhos para pés cansados e de tampas para frigideiras é tipo achar cabelo em ovo. O que importa são as possibilidades reais que sua culinária e sua pedicure lhe dão. E digo a vocês de boca cheia, e com bom calçamento: não passo mais fome e não estou mais descalça...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sobre um texto

Preto e branco.
Monotonia.
Símbolos vazios.
Veios secos, onde caberiam rios
que se encontram.
Tem de se encontrar.
E do caos: sintonia.
Silêncio em forma de música
Arpejos e harmonias.
Arranhado superfícies
Inútil profundo oceano
Intocado, agridoce
Calmo e leviano.
Buscando significado
se rendendo à sentimentos
e do certo, faz-se o errado.
Uma escuridão que ilumina,
um calor que esfria,
e onde antes se pensava um começo
termina.
Fim?
Mesmo na solidão:
compania.
Sabedoria dos loucos,
da verdade a ironia,
Então que corra solto,
dia após dia.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Orkut, orkut meu....

Eu estava fuxicando orkuts... Sim eu confesso... tenho essa mania... rs...
Mas quem não tem? Pelo menos das pessoas que tem orkut, quem nunca fuxicou um outro ser, por mais conhecido ou aleatório que fosse???
Eu admito que eu sofro de uma compulsão esquisita que surgiu tem pouco tempo. Eu não passo uma semana que seja sem olhar essa porcaria. E que coisa mais terrível e maravilhosa isso de orkut... rs... Dá pra rir chorar se emocionar das formas mais variadas possíveis com esse milagre tecnológico. Dá mais ibope que a globo.
Constrói e destrói relacionamentos, aproxima e afasta as pessoas. Inclusive o maior sinônimo de amor agora se dá via orkut: "-Se você me ama ponha namorando no orkut!" e por ai vai. As pessoas vendem coisas pelo orkut, se conhecem pelo orkut, brigam pelo orkut, etc etc...
Eu em toda minha chatice, comecei a ler várias coisas e a pensar... Decidi então, quase que como num estudo bibliográfico importantíssimo a ler depoimentos. E que mundo maravilhoso, composto por pessoas maravilhosas, amigas, sinceras, digníssimas dos mais nobres sentimentos e admiradores. Nenhum filha da p... rs... Desculpem a força da linguagem, mas eu morri de rir...
Não existe nenhum canalha cafeajeste fedido no orkut! Nem mesmo um chatinho de leve que é tão normal de encontrar por aí. Quem não tem pelo menos um amigo meio enjoadinho? E para minha surpresa descobri que eu sou quase perfeita também! Ninguém fala mal de ninguém e ninguém falou mal de mim! Quero minha auréola! O máximo que eu vi foi lá unzinho chamando outrozinho de bêbado, mas pelo que eu entendi era uma coisa boa...
Mas imagina também, ia ficar feio né? "O que você tem a dizer de Fulaninho? (1024 caracteres):
-Ah. nem sei o que escrever para fulaninho. Ele é feio. Olha ali a foto do perfil. Feio coitado. Acima do peso também. E me deve dinheiro. Mente muito, é meio fofoqueiro, ranzinza pelas manhãs, fede e ri de um jeito esquisito que me dá raiva. Pensando bem, não sei porque gosto dele." rs... Não estou falando de ninguém em específico que fique bem claro... E todos são muito educados e todos são sempre lindos e populares. A maioria tem mais de 100 amigos. Mas porque quando as pessoas saem os grupinhos não passam de 10 no máximo? Cadê a galera minha gente? Meu próximo aniversário, de acordo com o orkut, terá que ser no mínimo no Citibank Hall...
Ai então decido que era chegada a fase dois de meu estudo bibliográfico importantíssimo. Ver as fotos! As pessoas sempre rindo, sempre felizes e cercadas de amigos, família, que coisa mais linda de se ver! Existem pérolas é verdade, de espíritos que em minha opinião são tremendamente iluminados, fotos de coisas realmente bizarras caretas e situações constrangedoras. Já disse, você vai achar de tudo no orkut... Mas as fotos do perfil... essas são as campeãs pra mim. Ninguém é feio. Todos são modelos, ou estão vendendo a camera... Vendendo a camera? Sabe quando a pessoa faz pose na frente do espelho e tira a foto e sai a camera? Tipo isso... Mas também imagina... vou colocar uma foto minha acordando... Sem maquiagem, com espinha na cara e suja de comida. Melhor... vou colocar foto minha espirrando. Já viu como que as pessoas ficam estranhas? Ou bocejando? Coisas bem normais, que acontecem com todo ser humano e que todos poderiam se identificar... Não não... prefiro o jeito mesmo do orkut... todo mundo bonzinho feliz e modelo.
Ai pensei meio que de improviso na fase três: olhar as comunidades. Elas expressam, gostos, opiniões, frases, tem umas realmente engraçadas, sem sentido e por aí vai... Mas nenhuma denegrindo a imagem... Tem umas muito boas do tipo: "Eu peido", mas tem só uns 16 mil inscritos... Ou seja de mais de 22 milhões de usuários do orkut, apenas 16 mil tem gases. O resto é meio tipo Sandy... Só uns 10 mil feios, mas eles dizem: pelo menos eu sou legal... porque feio e chato ai já seria demais não? E eu em toda minha falta do que fazer fui pesquisando comunidades das coisas mais humilhantes do aspecto de ser humano. Sai digitando essas coisas, bobas, tipo pum e meleca... A meleca na verdade foi a mais interessante... Somente 851 pessoas admitem que tiram meleca... Acho que a galera ou não tem nariz ou não se deu conta da frequencia com que faz isso e da normalidade do ato... Ai fui pesquisar sobre comunidades que tratam sobre os cantos mais escuros e sombrios da alma humana... Raiva, inveja, ódio e essas coisas... a inveja me chamou a atenção... Sua inveja é meu sucesso minha fama ou sei lá qual era o nome da comunidade... Essa tinha uns quase 5 milhões... Ai a coisa fica mais interessante. Quanta gente invejosa, minha gente! Mas uma comunidade eu tenho inveja... Essa eu não vi...
E em meio a um novo mundo relacionado ao orkut descobri que a maioria dos usuários é brasileira e do sexo masculino: mais ou menos 52% são homens... eu prefiro nem desenvolver esse argumento... me dá um medinho entende? Eu sendo mulher brasileira e tal... Não quero perder as esperanças nos homens brasileiros... Continuando...
Descobri que os usuários acessam em média o orkut 23 vezes por mês e gastam em média 18 minutos em casa acesso... Ai fui fazer a matemática desse troço só pra ver no que dava. São 414 minutos por mês na frente do PC, o que dá mais ou menos umas 6 horas... É por isso que eu não gosto da matemática. Me deprime. Perdi 6 horas minhas de cada mês desde que inventaram essa joça só pra fofocar a vida alheia... Só nessa ai de pesquisa devo ter peridido até mais... A comunidade do "peido" tem uns tópicos geniais que devem ser lidos! Não quero nem pensar no que eu poderia ter feito com esses minutinhos da minha vida... Só vendo gente bonita e feliz... Acho que finalmente entendi o apelo do orkut. Principalmente aqui no Brasil... Ai! Mas que argumento mais pesado pra hora...
Mudando de assunto, acho que vou me mudar pro orkut. De fato tem umas pessoas que gosto muito mais pelo orkut do que ao vivo... E as pessoas que eu gosto mais ao vivo que pelo orkut vou falar: "Ah! Dá uma melhoradinha naquele profile, não está nem de longe tão simpático quanto você..." Aos que gosto e não tem orkut direi: "Que absurdo! Vamos fazer um agora! Como assim você não tem?" E desse jeito todo mundo vai ser legal pra sempre e bonito pra sempre.
Inclusive eu... rs... Crítica ao orkut? Não! de jeito nenhum eu gosto dele! É que por lá as coisas são bem mais fáceis...

domingo, 19 de julho de 2009

Colorindo pensamentos...

Frio. Muito frio mesmo. Nessas horas a gente pensa: ai, que saudades do verão! Bom, pelo menos eu acabei de pensar nisso. E bem, alguns pensamentos, para ser franca a maioria, não passam assim tão desapercebidos e nem tampouco são interpretados como "comuns". Como assim? Então não é coisa comum sentir falta do verão? Sim, claro. Mas sabe o que não me parece tão normal? No verão sentir aquele calor bem Rio de Janeiro 40 graus e falar: como eu queria que chegasse o inverno... Bom, pelo menos pra mim é assim... Mas o que é isso então? Não sei o que quero? Lógico que sei... Se o calor me incomoda quero frio, se o frio me incomoda quero calor, fácil saber o que se quer. O que me espanta é o comportamento, esse não contentamento, essa coisa de relatividade. Algum mal em ser indeciso então? Lógico que não, antes ser indeciso do que obstinado, antes uma metamorfose ambulante... Algum mal na relatividade? Depende... O que quero dizer então? Como as coisas mudam, em função do que vivemos, do que sentimos. Como experiências - passadas ou presentes - mudam em função do momento, do estado de espírito em que se as (re)vive. Meio óbvio? Sim, também achei. O que me pegou de surpresa então foi o caos que as lembranças e experiências podem ser. Boas, ruins, sempre mudando, dependendo do óculos que colocamos no momento que as (re)vemos.

Ai vai uma de minhas visões, com os óculos de meus 23 anos, inverno, madrugada e minha cota de decepções um pouco mais em voga do que as de alegrias, dando um aspecto meio cinza ao meu tipo de raciocínio... Agimos, nos comportando, nos baseando em nossas experiências passadas, nos resultados, de olho nas coisas boas, ruins, sem sentido, avaliando, perquirindo... "Como eu fui tolo, como fui idiota, se pudesse mudaria..." Justamente mais tarde pensamos, "Nossa, mas como valeu a pena, não mudaria nada. Momentos ruins me fizeram ser o que sou?" Sim, coisa de Proust.

Deixando a filosofia de lado... mas me peguei quase de óculos escuros. Enlouquecendo mais um pouco. Pensando em como tendemos a agir como se pudéssemos nos distanciar de nossa condição presente, da visceralidade com que pensamos nas coisas, corpo e mente não são assim tão separados. Parece então que o passado é absoluto e nós apenas observadores a distância aprendendo com os erros a projetar nosso futuro. Ser e estar num corpo, ser humano prega peças. Medir ações. Sempre me disseram isso. Meça suas atitudes. E tem fita métrica pra isso? Procedimentos? Variáveis? Não é assim tão simples... Não entrando aqui em uma postura revolucionária helenista anarquista... longe disso... não é bem por ai que levei esse pensamento. Foi num sentido mais inocente, uma simples desconstrução de algo pintado com as cores tom pastéis do bom senso. Agimos como se fôssemos viver pra sempre, de acordo com um certo bege das boas maneiras. Não falo que sou contra as leis não! Alto lá! Limite e ordem não fazem mal a ninguém! Sabemos muito bem onde fica cada cor das sete que existem no arco íris. O caos confunde, ainda mais à nós, seres já altamente caóticos. Falo das coisas mais raras. Das sutilezas, das nuances que passsam desapercebidas no arco íris por nos prendermos as tais sete cores. Pensamentos comuns de se ouvir por aí, e que seguimos. Eu sigo. Faço parte sim dessa gente furtacor. Pegando como exemplo o caótico mundo dos solteiros... rs... sim... exemplo bobo, sem graça e amarelo, porém efetivo. Coisa mais comum de se escutar: "Não corra atrás", "Não dê mole.", "Dá um gelo em fulaninho(a)"... e por ai vai. Amigos solteiros, sintam-se livres em acrescentar mais exemplos, podem até usar os de suas experiências...

Fazemos isso pensando no agora, nessas regrinhas, na tendência, e dá certo, pode ter certeza, simples como preto no branco. Porém, quando o disco de Newton, coisa boba de só algumas corezinhas, começa a girar é que a porca torce o rabo... rs... Mas e se minha vontade agora fosse gritar bem alto pra todo mundo ouvir o quanto amo uma pessoa? E se minha vontade fosse me jogar e me fazer de boba na frente de alguém só pra mostrar o quanto gosto dela? Rejeição? Sim, acontece e muito, mas não é assim que a gente vive? Já nascemos sendo contrariados pelo tempo que é curto demais em relação a tamanha vontade de viver. E vai que um dia num acesso desses de espontaneidade, extrema vergonha e embaraço e em meio a uma dessas dores que a gente nem sabe onde dói, nos pegamos pensando: nossa como valeu a pena! Com um riso meio dolorido, cor de burro quando foge, dando um brecha de luz para que surjam novas cores.

Quem sabe assim as coisas passam a fazer mais sentido. Do cinza do óculos do raciocínio de até então, começa a surgir um leve degradê. Cores, que timidamente surgem. Se gostamos de alguém falamos, se queremos estar perto de alguém nos chegamos, se não quisermos poderíamos falar e não enganar. Autenticidade, transparência. Aproveitadores? Sim, terão aos montes, até nas escalas mais sortidas de cores temos os nossos básicos e simples pretos e brancos, bandidos e mocinhos. Mas esses já existem mesmo em nossos momentos de maior astúcia e frequentemente nos vemos caindo mesmo com os passos mais ensaiados. Até mesmo porque o branco não se faz tão simples assim. Põe lá o disquinho pra girar de novo que você vai entender. Se for pra cair, que seja uma queda autêntica. Se for para amar que seja por inteiro, com direito àquele carão vermelho de bobo. Se for pra odiar que possamos nos permitir essa onda de raiva de forma verdadeira, em vez de escondê-la sob uma máscara - na verdade bem transparente - de indiferença, fica até meio feio... rs... As aparências acabam, as coisas mudam, se reinventam. Viver como se fossêmos morrer. E iremos. Pensando assim a vida não deveria ser difícil. Pensar que viveremos pra sempre e que auto estima é a coisa mais importante do mundo é que embola. Auto estima sim. Amar o próximo como a si mesmo, legal, e não se defender numa fortaleza chamada eu. Auto estima é bem diferente das muralhas de um castelo. O que vemos então são guerras entre castelos bem guarnecidos. Algumas das batalhas mais sangrentas ocorrem entre entre eus. Acho que sem tantos castelos, talvez nos preocuparíamos menos com os cavalos de tróia. Afinal, limites não impedem invasões e o mundo é formado por mais cores do que as que podemos ver ou imaginar.
Felizes para sempre então? Mundo cor de rosa? Lógico que não. Sou a favor de uma paleta infinita. Do rosa claro ao rosa choque, do verde musgo ao verde esperança; e da naturalidade e da capacidade de podermos ser camaleões, e de usar os óculos que bem quisermos. Que sejam, até mesmo os beges.
Isso só porque senti frio. Aposto que se fosse verão o texto seria inteiramente diferente...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Catarse estilo hi-fashion

Eu e meu eterno incoformismo.... nada... deve ser burrice, quem sabe inocência, falta de malícia ou qualquer coisa que o valha. Vamos lá em mais uma catarse de mais uma experiência de incompreensão social, verbal, individual, interpessoal...
Não me considero de todo ignorante, faço faculdade, dizem que sou boa até, grupos de leitura, numa atividade tipicamente nerd, trabalhos publicados inclusive... qual o problema então? Não posso exibir isso em meus decotes. Como faço uma maquiagem com blush e rímel que indique que eu já li Niestche ou Sartre, ou qualquer um desses moços que não fazem sentido nenhum? E mesmo que tal maquiagem se mostrasse uma possibilidade, alguém gostaria, ou se interessaria? Imagine eu com todo o charme de Einstein e seus cabelos, alias, dizem que este foi um tremendo namorador.... Voltando... Digo isso para qualquer tipo de relação. Das duas uma: realmente não sou interessante, ou meus decotes gritam Paulo Coelho em vez de Rogers... Foi mal, sem julgamentos, mas foi uma opinião pessoal, vai, ele é bom está na ABL e eu aqui em casa despenteada me lamentando com uma tela em branco. Sem divagar, me atendo ao tema inicial, falo que de toda a minha experiência pessoal que o máximo de interesse que pude arrancar de alguém foi o meu nome. É lindo até, mas foi só isso. Não quero ser mais um desses que andam por aí falando: "oh que sociedade superficial e superficialidade blá blá blá whiskas". Acho que o mundo é isso ai que vemos, vivemos e inventamos. Tenho minha culpa nisso tudo, e por isso peço-lhes ajuda, não quero decote não, acho que a saída certa seria uma sainha cheia de apelo à sexualidade que gritasse Freud bem alto... na velocidade cinco...