quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Loucomunicado

"Pensar enlouquece. Pense nisso." Pensei e não deu outra. Gostaria de tornar meu devaneio coletivo. Algum medo de sair da razão pare de ler. Pois o que mais me assusta em conversa de maluco é a tamanha sanidade de seus relatos...
Pensei sobre palavras. Pensei no que querem dizer quando são ditas. Ao que correspondem? Acho, no meu humilde QI, que quem inventou isso ai de comunicação pensou o seguinte: "sinto coisas, vejo coisas e quero dividir com outro, certo? Logo, vou inventar uns sonzinhos para traduzir exatamente o que eu penso, o que eu vejo e por ai vai." (Desculpem a historinha em tom de narrativa infantil, mas assim não tem como ninguém ficar sem entender). A partir dai e com uns bons milênios, esse negócio de comunicação e expressão foi melhorando, sinais, várias línguas, imagens e por ai vai. Mas desconfio um pouco disso hoje em dia. É. Desconfio da comunicação, melhor colocando, desconfio das palavras.
Aí sempre tem um pra dizer: "ah, você então não confia em ninguém, porque quem fala são as pessoas", ou então algum relativista pode alegar: "nunca saberemos nos comunicar pois o que é dito e as palavras que são ditas têm um significado individual..." e por ai vai.... mas comigo esse negócio foi diferente. Não desconfio das pessoas não, porque se elas falam é porque têm algo a ser dito, mesmo uma mentira, mentiras são verdadeiras na medida em que a vontade de proferí-las foi legítima. Nem tão pouco acho que palavras e os sentidos das mesmas sejam relativas, porque afinal de contas, nos entendemos certo? Bem ou mal não é a questão, mas a coisa anda... Pensei mais no sentido: porque dizer o que eu quero dizer? O que motiva as pessoas a continuarem falando nessa tentativa de comunicação, falha por diversos argumentos, porém funcional, na medida em que vemos o resultado disso.
Pensei nas mentiras. Verdadeiras na minha opinião, sim. Mas porque traduzir em palavras sentimentos e fatos que não correspondem à realidade? Quando tranformamos o que quer que seja em palavras acredito que seja com o intuito de tornar público o privado. (Mesmo nas conversas com nós mesmos, pensar consigo é uma forma de você mesmo se ouvir, organiza sabe?) Mas enfim... Porque expor ao outro uma coisa que sei que não corresponde com uma realidade? Depois eu que sou maluca.
Tipos diferentes de coisas a título de informação: um louco diz: "sou napoleão" - ele não está mentindo. Ele é napoleão, a realidade dele é esta. Quer pega pesado no próximo exemplo? vamos lá... uma pessoa "normal" diz: "te amo...." puuutzzz... Eu preciso explicar as complicações disso? Acho, alias, tenho certeza que não. Mas vamos lá, continuar com uma argumentação absurda. Digamos que o "normal" proferidor da frase "eu te amo" realmente acredite nisso que nem o "louco". Está criada a realidade então para o ser que ouviu isso: "ok... Esse normal ai me ama." E está tudo bem. Vamos complicar mais. Colocaremos um terceiro "normal" nessa conversa. E ele diz: "O normal 2, não ama você. Normal 2 falou que não ama ninguém." Ok. Momento de surto para o pobre normal 1. Mas vamos continuar. O normal 1 tenta se organizar: " Normal 1 não me ama." e temos agora duas realidades. Tirando as variáveis, de quem disse o que para quem de quem ouviu...isso não importa. E é o que acontece na maioria das vezes. Esse é o poder das palavras. Elas podem construir e descontruir mundos. Então o normalzinho 1 começa a ter duas realidades e como ele sabe que isso não é possível, ele vai e escolhe uma. Não importa qual. E nem importa qual seja verdadeira. Ele vive para ele mesmo. Escolherá aquela que dentro de suas faculdades mentais lhe seja mais aprazível e verossímel.
Agora o salto para a "loucura"... se a comunicação era para ser coletiva, porque selecionamos o que acreditar? Pescou? Não importa o que eu diga nem o motivo com que eu diga. Não depende de mim se o destinatário irá aceitar o que foi dito. Responde vai... pra que falar??? Vamos colocar melhor, porque eu acho que sei porque falo. Mas então: pra que ouvir??? Que bagunça. Esses normais conseguem bagunçar tudo. Dizem até que existe um negócio que se chama confiança e outro que se chama crença. Mas a gente ganha isso pelas palavras e pelos atos. Se as palavras já são complicadas e apenas exigem a ação de poucos músculos para serem proferidas... você imagine os atos... outros danadinhos escorregadios. Falaremos depois deles (ou não) mas pense nisso ao menos.
Tipo esse monte de palavras que eu juntei agora, digo que traduzem meu estado de espírito. Um devaneio desses que acontece de madrugada no meio de uma insônia sonolenta e Sessão corujão.
Deixo um protesto: pela comunicação sem complicações. Pela comunicação simples, pura e ingênua. Diriam os românticos: falar com o coração. Diriam os estudiosos: falar com signos correspondentes à realidade. Diriam os loucos: sejamos todos napoleões!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

gozando a vida...

"Se o que está a fazer não tem graça, então há necessidade de ser engraçado para o fazer.” (Charles Chaplin)
Achei isso genial!!!
Percebi que faço que nem esse moço ai... sou engraçada ao levar a vida porque existe coisa mais sem graça que viver sério??? Minha mãe sempre diz: muito riso é sinal de pouco ciso... será que ela estava certa? E se estivesse... qual o problema em nao ter juízo???
Por isso rio mesmo... rio dos outros, rio das coisas que fazem e principalmente, rio de mim....
Não em tom de deboche... mas na leve descontração em que vivo minha vida...
Exemplos? Um bom começo seria a faculdade.... animadamente escuto sobre Freud, e como se explica um ser humano.... fase oral, fase anal, genital, fálica... e rio... uhauehauea... não pelos nomes engraçados (rio disso porque sou boba mesmo...) mas rio porque é engraçado dividir uma pessoa em fases...
No trabalho por exemplo... começo sempre muito séria... gráficos, planilhas, números... e rio... mas rio porque as vezes não entendo nada mesmo! auehaueha... como se mexe nessa droga de excel??? e me vejo perder o significado no meio daqueles números... ai rio mais ainda... se fosse um número eu seria o sete! É o número mais legal e mais diferente de todos!
Em casa também... chego de tarde... minha família está sempre por aqui quando chego ...
ai vejo minha mãe sentadinha na frente da tv nem pisca por causa da novela... minha irmã com livros ou jogando video game... meu cachorro azul (sim azul...) balançando o rabinho pra mim... rio ao ver o cachorro porque me fascina o quanto consigo me entender e me comunicar com ele... mesmo sem palavras... será que sou um cão??? Rio ao ver minha família, não porque estão fazendo alguma coisa engraçada, mas pelo simples fato de eles estarem ali comigo, naquele cotidiano simples e maravilhoso... rio ao ver minha mãe nos seus muitos anos já; porém maravilhada que nem uma criança ouvindo uma boa história... e rio ao ver minha irmã descobrindo como é bom aprender e se divertir também... rio pensando para que estudar se não vou aprender tudo o que há para ser aprendido nunca? Mas prefiro não falar isso para ela ainda... alias engraçadíssimo isso... vamos aprender sobre o mundo? sim... mas não vai dar pra saber tudo não... uaeuaehauhea... sensacional!
Aí tomo banho... e rio mais ainda... pra que se vou me sujar de novo??? coisa mais sem sentido... uaehauheauea.. mas confesso que amo o cheirinho de sabonete e shampoo... hummm!!!
Então chega uma hora do dia que me olho no espelho... ai que começam verdadeiras gargalhadas... aeaueauehauhea... que menininha estranha me ohando! e quem disse que sou eu??? será que as pessoas me vêem assim??? rio ao olhar meu piercing... brinco é na orelha menina!!! alias pra quê brincos, mesmo os da orelha??? uaehuaheuaea.. mas não são bonitinhos??? faço uma careta... passo mal de rir... aquela pessoinha séria do espelho de repende debocha de mim com um linguão pra fora... simplesmente genial...
Já no fim do dia me deito para ler ou ouvir música (confesso que televisão não faz muito parte da minha vida... só os desenhos que eu assito! esses sim me matam de rir!) e deitadinha na minha cama rio também... felicidade em estar confortável lendo ou ouvindo coisas que uma outra pessoinha sei lá aonde, muito longe de mim se deu o trabalho de fazer para me divertir... as pessoas são divertidas e divertem e nem sabem...
Acho que devo dormir rindo também... momento de ser feliz e de não ter regras! é... definitivamente esse pensamento me faz rir... eu penso que parei de existir por um momentinho, mas estou lá ainda na cama! e funcionando! meu corpo é genial! funciona melhor que eu...
E rindo assim me distraio, levo o dia a dia de bom humor e a cada momento vejo uma felicidadezinha nova...
Por isso rio mesmo... até das brigas e tristezas... e espero que vocês também...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Porque Copélia é gênio...

prefiro não comentar....

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Entendendo...

Título do blog: meu léxico... sim isso mesmo...
explicando....
de acordo com a fonte mais confiável de saber (wikipédia óbvio...) léxico é:

"o acervo de palavras de um determinado idioma. Em outras palavras, é todo o conjunto de palavras que as pessoas de uma determinada língua têm à sua disposição para expressar-se, oralmente ou por escrito."

Paro aqui a definição assim como vou parar mais vezes para esclarecê-los... digo meu léxico porque sim, eu tenho um idioma próprio. Como eu sei? Das muitas vezes que falo ou não sou entendida ou causo estranheza... já aconteceu com você ? então faça um léxico também... voto nessa idéia... aproxima as pessoas.... enfim, continuando...

"Podemos dizer que uma característica básica do léxico é sua mutabilidade, já que ele está em constante movimento. É só notarmos o fato de que palavras se tornam arcaicas, outras são incorporadas, outras mudam seu sentido, e, tudo isso ocorre de forma gradual e quase imperceptível."

Mais um friso meu... minha linguagem muda, meus gestos sons ruidos, enfim qualquer tipo de grunhido q posso porventura utilizar é incorporado de alguma experiência nova ( e isso tem de sobra na minha vida... ui... aueauheauhea... ) ou de alguma experiência velha mesmo q reinvento... prosseguindo...

"O sistema léxico de uma língua traduz a experiência cultural acumulada por uma sociedade através do tempo, ou seja, o léxico pode ser considerado como o patrimônio vocabular de uma comunidade lingüística através de sua história, um acervo que é transmitido de uma geração para a geração seguinte."

Olha aí o que eu tinha falado antes! E o que seria de mim sem meu meio cultural oras! É dele que extraio essas novas formas de fazer sons numa tentativa de me comunicar... acaba que poucas mentes "brilhantes" somente conseguem acompanhar esse meu dialeto... (ou é muito avançado ou extremamente primitivo...) mas isso não importa... o fato é que se torna tão bom que fazemos questão de passar adiante as novas expressões idiomáticas!!! Vamos lá... para terminar:

"O usuário da língua utiliza o léxico, esse inventário aberto de palavras disponíveis no seu idioma, para a formação do seu vocabulário, para sua própria expressão no momento da fala e para a efetivação do processo comunicativo. Assim, o vocabulário de um indivíduo caracteriza-se pela seleção e pelos empregos pessoais que ele faz do léxico. Quanto maior for o vocabulário do usuário, maior a possibilidade de escolha da palavra mais adequada ao seu intento expressivo."

Poderia ter parado com a definição né? Porque é nesse trecho aí que as coisas se complicam... meu léxico é bem vasto... diversidade de ruídos e vozinhas que posso combinar com gestos e palavras me dando infinitas opções de expressar detalhadamente especificamente infalivelmente o que eu sinto... mas quem vai entender??? ... !!! ... e mais... esses tal de intentos expressivos... Como falar se nem sei o que falar? Falar sobre o que se quer expressar, sobre o que se sente... Simples? Me ensina? Esse tal de sentimento é outro que me pega de jeito! Mas vamos lá... inicio uma campanha por um léxico para cada indivíduo desse mundo! Eu já comecei...